Museu da Ci�ncia - Universidade de Coimbra

Um samovar do Gabinete de Física

O que faz um samovar no Gabinete de Física?

Mas, em primeiro lugar, o que é um samovar?

Segundo o dicionário Priberam é uma pequena caldeira, geralmente destinada a fazer chá, com um tubo central onde se colocam brasas. A sua origem é atribuída à Rússia, país onde a sua utilização era muito usual. Aliás, a palavra samovar vem do russo samovár (самовар), que significa, literalmente, "o que ferve por si próprio" ou "auto-aquecedor".

No caso do samovar do Gabinete de Física, não seria certamente utilizado para fazer chá, no contexto de uma aula de Física Experimental.

Este objeto, que chegou a Coimbra em 3 de Fevereiro de 1773, oriundo do Real Colégio dos Nobres, em Lisboa, servia para estudar o fenómeno da ebulição da água, nomeadamente que a temperatura se mantém constante após atingir o ponto de ebulição.

No seu interior, junto à base, o samovar possui um cilindro de ferro, que era previamente colocado nas brasas, até ficar ao rubro. De seguida, o cilindro incandescente era colocado na base do samovar e, sobre este, o recipiente em cobre, com água no seu interior. Após algum tempo, abrindo a torneira, a água sairia quente, devido à condução e convecção térmica.

É uma das peças mais elegantes do Gabinete de Física, apresentando uma curiosa torneira de forma zoomórfica.

A evolução deste objeto deu origem aos comuns jarros elétricos.

Este instrumento encontra-se em exibição no Gabinete de Física.

Construtor desconhecido.
FIS.0546