"Rubia tinctorum" - da família da quineira e da planta do café, sabe o que é?
Rubia constitui um dos géneros da família Rubiaceae, que inclui a Cinchona (Cinchona ledgeriana, espécie da qual se extrai o quinino, princípio ativo para o tratamento da malária) e o cafeeiro (Coffea arabica e C. canephora, esta mais conhecida como C. robusta, as espécies mais cultivadas na indústria do café).
Nativa da Pérsia e do Mediterrâneo Oriental, Rubia tinctorum está naturalizada na Europa, encontrando-se em todo o Portugal Continental, sendo conhecida como ruiva-tintória, solda-grande, garança, granza, hortelã-de-amor, entre outros nomes vulgares. O género Rubia agrupa cerca de 80 espécies de herbáceas e de subarbustos, perenifólias e geralmente trepadoras.
O nome da espécie deriva do latim: "Rubia" de ruber (vermelho), referindo-se ao corante vermelho forte presente nas raízes, e "tinctorum" significando "de tintura" ou "para tingir", refletindo a sua principal utilização, como agente de coloração natural de têxteis.
Antes dos corantes sintéticos se tornarem predominantes Rubia tinctorum foi uma planta económica crucial, e durante milénios na Eurásia constituiu a base da maior parte dos tecidos vermelhos. Uma chávena de raízes em água produz uma cor intensa, especialmente usada como corante de seda e lã. A composição química das raízes de rubia inclui cinco ou mais moléculas colorantes, permitindo a produção de cores desde amarelo-dourado ao carmesim e ao ferrugem-escuro: um arco-íris a partir de uma planta de fácil cultivo.
Rubia tinctorum, ou rubeira-das-tintas, é considerada uma fonte valiosa de corantes rosa e púrpura e vermelhos naturais, estes difíceis de conseguir de forma natural ou sintética. A planta produz nas raízes substâncias químicas, como as antraquinonas, que originam os corantes (rosa pálido e violeta, a vermelho forte até laranja e castanho), sendo a alizarina o mais significativo dos corantes, utilizados não só em têxteis desde a antiguidade como tradicionalmente para fins medicinais. Atualmente, estudos in vitro e in vivo comprovam um extenso número de propriedades farmacológicas das plantas deste género, tais como, atividade antioxidante, antimicrobiana, anticancerígena. Os diferentes estudos são unânimes em considerar que tais propriedades se devem principalmente aos compostos antraquinónicos, como alizarina e purpurina.
A ruiva-dos-tinteiros é uma planta herbácea, pode atingir até um metro de altura e tem raiz e caule quadrangular. Apresenta pequenos espinhos ao longo do caule e nas folhas, e as flores são pequenas e amareladas, reunidas em inflorescências. Os frutos são esféricos e pequenos, tornando-se azul-escuro quando maduros.
Em exposição no Laboratório Chimico, o modelo didático, à escala natural, do ramo florífero de Rubia tinctorum L., 1753, do Fabricante Jauch-Stein, com o número de inventário BOT.00991, tem representadas duas inflorescências com várias flores pequenas.
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